segunda-feira, 17 de março de 2014

Por trás da matéria: Escândalo dos planos de saúde no Senado pauta grande imprensa no início de Março

Erich Decat
Apesar da luta pela transparência no uso do dinheiro público ser uma crescente desde a redemocratização do País em 1985, não são raras as chamadas “Caixas Pretas”- zonas de uso dos recursos públicos com pouco ou nenhum controle de legalidade e publicidade – principalmente nos poderes Judiciário e Legislativo. No dia 11 de março, os repórteres Erich Decat e Fabrício Fabrini, do jornal O Estado de São Paulo, conseguiram entreabrir uma dessas caixas: as despesas do Senado no reembolso dos senadores com os gastos médicos e odontológicos. Publicada no dia 11 de março, a matéria mostrou que até mesmo Demóstenes Torres, cassado em julho de 2012, ainda se beneficiava do plano de saúde da Casa. A reportagem foi repercutida pelos principais veículos do País, mas nenhum outro investigou o assunto nos dias que se seguiram. Com isso, Decat e Fabrini pautaram a grande mídia e dominaram a editoria de Política na semana em que o assunto repercutia. A Redação do Observatório conversou com Decat sobre a matéria, suas peculiaridades e as dificuldades de se conseguir acesso à Caixa Preta do Senado.



OPE: Como foi produzir uma matéria de grande importância como essa?
Erich Decat: A questão de ser uma matéria de “grande importância” é relativa. Ela teve uma certa repercussão, o que é sempre bem-vindo, mas o importante é se manter sempre focado.

OPE: Sua maior dificuldade?
Erich Decat: Ao ter acesso a alguns dados sigilosos dos gastos com saúde do senadores e ex-senadores o grande desafio inicial foi fazer uma filtragem das informações que detínhamos para termos a exata noção e dimensão do que se tratava. No material que tivemos acesso constam documentos oficiais referentes ao desembolso feito pelo Senado aos senadores e ex-senadores entre 2010 e 2013. Entre os documentos estão os relatórios de despesas; perícia médica; perícia odontológica; pagamento de clínicas conveniadas; e autorização prévia de empenho. Ao todo foram analisados 7.914 arquivos distribuídos em 2.865 pastas. Pode haver outras informações sobre o tema que ainda não foram descobertas? Pode. Há ainda várias “caixas pretas” tanto no Senado quanto na Câmara do Deputados que ainda não foram abertas. Após fazermos uma “garimpagem” nos arquivos montamos um pré-roteiro com possibilidades de publicações, nada definitivo, uma vez que ainda era necessário aprofundar e realizar a checagem das informações pré-selecionadas, além ouvir o “outro lado” para tentar esclarecer algumas dúvidas. Um exemplo do que estou falando:  Um dos documentos que tivemos acesso revela que um determinado ministro, que se licenciou do Senado para ocupar uma cadeira na Esplanada, pediu em 2012 o reembolso de R$ 2.500 para pagar um tratamento com Botox. Ou seja, supostamente tínhamos em mãos mais um “escândalo” do Senado em que se estaria usando recurso público para pagar um tratamento estético de um senador. Imoral, não é mesmo. Mas essa premissa era falsa!!! A Toxina Botulínica, popularmente chamada de Botox, também pode ser utilizada em tratamentos neurológicos como paralisia cerebral, trauma medular, paraplegia, entre outros. E o nosso “personagem” tinha passado por problemas de saúde que requeriam o uso do “Botox” para fins medicinais. A não checagem dessa hipótese levaria a matéria “de um grande furo” para “um grande desastre jornalístico”.  Chegamos a encontrar um outro exemplo de uso de Botox, que originou uma das matérias, mas neste caso o Senado se recusou a reembolsar o ex-senador, como noticiamos.
Entre os principais desafios de se fazer esse tipo de matéria, como qualquer outra, está o de eliminar a zero as possibilidades de erros. Publicadas as três matérias (Senadores pedem reembolso de até R$ 70 mil para tratamento dentário; Casa recebe pedido de Botox e Senado paga plano de saúde até de parlamentar cassado) não houve nenhuma contestação por parte do Senado ou dos citados. A única foi por parte do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que questionou a informação de que ele pediu e teve negado pela a Casa o reembolso para um tratamento de “implante hormonal” de R$ 1.904. Mandamos para ele o documento oficial de autoria do próprio Senado em que constava a informação e mais nada foi falado sobre o assunto.

OPE: Quanto tempo levou entre a apuração e a publicação da matéria?
Erich Decat: Sete dias exclusivos para a matéria.



OPE:  De onde surgiu a pauta? 
Erich Decat: Como disse na primeira resposta, os gastos com saúde dos senadores é uma das “caixas pretas” do Congresso que a maior parte dos jornalistas que cobre política em Brasília tenta ter acesso.



OPE: Quantos profissionais participaram da estruturação da matéria?
Erich Decat: Três. Eu, o repórter Fábio Fabrini e o Editor Luiz Weber.



OPE: Qual foi a primeira fonte de pesquisa? 
Erich Decat: 7.914 arquivos referentes aos gastos com saúde dos senadores e ex-senadores entre 2010 e 2013. Também foram consultados especialistas na área da medicina, odontologia, fonoaudiologia.

OPE: Ao todo, quantas fontes ouvidas?

Erich Decat: Ao menos 15, incluindo o “outro lado”.



(Entrevista produzida como resultado da Etapa 1 da ATPS de Jornalismo Político e Econômico. Alunos: Luciano Beregeno [6891503656], Ricardo Vaz [6814016226], Aline Soares [6275244813], Raquel Silva [6612358809], Jesus Libório[6488323072])

domingo, 24 de novembro de 2013

É possível acabar com a crise ambiental e tornar sustentável o Planeta Terra?


     
         Sustentabilidade não é uma questão tão simples assim. É mais complicado do que parece. Desenvolver de modo sustentável seria viver de maneira que agredisse menos o planeta que habitamos, dando condições as nossas futuras gerações. A crise ambiental aumenta à medida que um dos pontos apresentados de mudança social acontece. Tirar pessoas da pobreza, igualando numa media social financeira, sem antes alertá-las, é fazer com elas passem a consumir mais produtos da “moda” e que não tem eficiência a longo prazo. Aumentando o consumo, aumenta a demanda por recursos, aumenta a poluição e a escassez desses recursos. Alguns tratados existem de acordo com a questão do desenvolvimento, mas parece realmente não fazer diferença alguma. Governos estão cheios desses tratados; onde, como uma bula de medicamento, mostra claramente o que pode ser feito. Mas produzir menos seria diminuir o PIB daquele país – pensamento do governo. Programas para reduzir emissões de gás poluentes, de incentivo às construções sustentáveis e de apoio ao consumo natural (alimentos sem agrotóxicos, madeira reflorestada, água tratada, energia eólica, combustível menos agressivo) existem, porém é um fator contrário ao capitalismo que faz os países competirem por produção. Uma saída viável é que o governo imponha, já que o incentivo está deixando a desejar. Outras questões também são viáveis, como por exemplo a questão da qualidade do transporte público, a criação de novas vias ferroviárias que liguem mais cidade e capitais, uso de matéria reciclada em construções civis, uma pena mais severa ao desmatamento e poluição de ruas, rios e em relação às queimadas. Mas isso só vai acontecer se houver comprometimento; em primeiro lugar do governo, e em seguida da população.

Por Ricardo Vaz

Política


A escolha o vídeo: O vídeo foi escolhido, pois foi o mais completo em relação ao assunto “Espionagem Americana no Brasil”. O Programa de Entretenimento Fantástico abordou o assunto de forma abrangente, citando nomes, documentos oficiais e pesquisas utilizadas por outras fontes midiáticas.

Análise do vídeo:
Documentos secretos divulgados por Edward Snowden, ex – analista da Agência de Segurança Nacional dos EUA, comprovam que a Petrobrás também foi espionada pelos americanos. Foi publicado no jornal Washigton Post, que a Agência Americana não realiza espionagens econômicas, nem cibernéticas. Porém, alguns documentos comprovam que agentes são treinados para espionarem computadores privados.
Analisemos a situação, de acordo com os primórdios, desde a Guerra Fria os americanos têm um objetivo incessante de serem os “Donos do Mundo”. Infelizmente, para conseguir se mantiverem no topo, eles utilizam meios ilegais. Espionar a presidente Dilma foi um absurdo, algumas informações do país são de conhecimento apenas dela. A espionagem permitiu que o país se sentisse vulnerável aos EUA, pois não temos conhecimentos das informações acessadas por eles. A presidente Dilma demonstrou sua revolta de maneira internacional, na reunião da ONU. Como se não bastasse à espionagem a Chefe de Estado, a maior empresa brasileira Petrobrás também foi espionada. Recordemos, a Agência Americana informou que não realiza espionagens de cunho econômico, mas qual foi o real motivo de espionar a Petrobrás se não a questão do Petróleo? Fomos espionados, e deveria haver uma punição ou repressão, pois não sabemos o quanto essa espionagem nos prejudicará. Os Eua está ridicularizando para se manter como líder do cenário mundial, sou totalmente contra a essa hierarquia. Acredito que essa história não foi finalizada, que muitos podres do EUA ainda serão disponibilizados na mídia.

Por Thaynara Pires e Pedro Henrique

Economia

MERCADO FINANCEIRO PREVÊ INFLAÇÃO MAIOR E MENOS CRESCIMENTO EM 2014.

É o que diz a publicação de Alexandro Martello no portal G1 em Brasília. Segundo ele, Expectativa para o IPCA do ano que vem passou de 5,92% para 5,93%.Previsão para a alta do PIB em 2014 recuou de 2,13% para 2,11%, é o que consta, também, na publicação do dia 11 de novembro desse ano no G1, em Brasília.
         Segundo essa publicação, terá mais inflação e menos crescimento econômico em 2014. Essa foi a previsão dos economistas do mercado financeiro feita na semana passada e divulgada nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central, por meio do relatório de mercado, também conhecido como boletim Focus. O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. Segundo esse artigo, para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013, a previsão do mercado financeiro permaneceu estável em 5,85% na última semana. Já para 2014, a previsão do mercado avançou de 5,92% para 5,93%.
E caso a expectativa do mercado se confirme, a inflação deste ano ficará acima do valor registrado em 2012 (5,84%). O presidente do BC, Alexandre Tombini, tem prometido queda da inflação neste ano frente ao patamar registrado em 2012 (5,84%) e com um novo recuo no ano de 2014.
Quanto ao Produto Interno Bruto – PIB, o mercado financeiro manteve sua previsão de uma alta de 2,50%, em linha com as estimativas tanto o Banco Central quanto o Ministério da Fazenda. Para 2014, a estimativa dos analistas para o crescimento da economia caiu de 2,13% para 2,11%.
Já a Taxa de Juros, segundo o autor, a maior parte dos analistas do mercado financeiro segue acreditando que os juros básicos da economia, atualmente em 9,5% ao ano após cinco elevações consecutivas por parte do Banco Central, avançarão para 10% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central deste ano - marcada para o fim de novembro.Para o fim de 2014, a estimativa do mercado para a taxa de juros também ficou estável na semana passada, em 10,25% ao ano.
          O autor Alexandro Martello do G1 menciona um relatório do boletim Focus que, segundo esse relatório, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2013 permaneceu em R$ 2,25 por dólar. Para o fechamento de 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar ficou estável em R$ 2,40.
A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2013 caiu de US$ 1,90 bilhão para US$ 1,55 bilhão na semana passada. Para 2014, a previsão de superávit comercial avançou de US$ 9,25 bilhões para US$ 10 bilhões na última semana.
Para 2013, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou inalterada em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros continuou em US$ 60 bilhões na última semana, segundo publicação.
             A obra trás artigos publicados em sites e revistas online renomados. Com autores reconhecidos, as publicações ganham valor de solenidade. Como se percebe, os artigos impressos mostram a situação atual e para o ano seguinte de alguns indicadores econômicos, como PIB, taxas de juros, IPCA e demais informações importantes no mundo da economia.
           

Por: Thaynara Pires

Meio Ambiente

Acidez dos oceanos é a maior já registrada

            Estudo publicado dia 13 de novembro de 2013 revelou que a acidez dos oceanos cresceu 26% desde o início do século XX. Realizado por 540 cientistas de todas as partes do mundo, o estudo mostrou que o amento da temperatura, a redução da quantidade de oxigênio da água e o aumento da acidez dos oceanos foram causados pelos gases do efeito estufa.
            Os cientistas compararam o aumento da acidez dos oceanos com outros momentos históricos e descobriram que os valores atuais são mais altos do que em qualquer época nos últimos trezentos milhões de anos. Esse fato afetará todo o mundo, mas a costa noroeste dos Estados Unidos será mais castigada do que qualquer outro lugar porque quando os três fatores ocorrem ao mesmo tempo eles se potencializam. As grandes empresas que produzem a maior parte do dióxido de carbono na costa noroeste dos Estados Unidos se recusam a assinar todos os acordos internacionais relacionados à redução na emissão de poluentes com o argumento de que isso aumentaria nitidamente as despesas da empresa. A velocidade das correntes marítimas também será afetada e reduzirá drasticamente, o que castigará o litoral europeu com um inverno rigoroso todos os anos e causará uma mudança radical na economia mundial.
            Para a vida marinha a consequência desse aumento é desesperadora. Animais como a lula e os moluscos, que só sobrevivem em ambientes com temperatura, acidez e níveis de oxigênio, entrarão em extinção e todos os animais que se alimentam desses animais serão afetados. O mercado da pesca entrará em crise e o desemprego aumentará exponencialmente nos países litorâneos. Alguns dizem que a conscientização da população mundial é suficiente para reduzir a emissão dos gases poluentes, mas do nosso ponto de vista enquanto leis rígidas não entrarem em vigor a situação não será resolvida, pois os maiores responsáveis pela emissão de dióxido de carbono são as indústrias e as empresas multinacionais.

Por: Pedro Henrique